2021/01/28

iPad faz 11 anos e celebra ocasião com vendas em alta

A 27 de Janeiro de 2010 Steve Jobs apresentava-nos um tal de "iPad" que, na altura, continuava a receber muitas dúvidas quanto à sua viabilidade; 11 anos mais tarde, o iPad continua a ser o tablet de referência no mercado, e aproximando-se cada vez mais do cenário de poder passar a ser o "computador" da próxima década.

Em 2010, quando ainda nem se sabia que nome é que o misterioso tablet da Apple iria ter, havia muitas vozes críticas quanto a este "iPhone em tamanho grande". O seu software ainda era limitado (basicamente o mesmo de um iPhone), o hardware era adequado mas com lacunas (não tinha câmara frontal), mas o verdadeiro grande trunfo foi o preço, com a famosa partida em que Steve Jobs anunciou que iria custar $999 apenas para, logo de seguida revelar que afinal ia ser apenas $499. Foi este elemento, o preço, que muito contribuiu para o seu sucesso imediato, atingindo um milhão de unidades vendidades de forma bastante mais rápida que o iPhone, e que ainda agora vai dando que falar. Nos últimos resultados da Apple, no último trimestre de 2020, as vendas de iPads aumentaram 41%, atingindo um valor de 8.44 mil milhões de dólares!

É certo que o panorama de Covid-19 e de confinamento, com tele-trabalho e aulas remotas, muito tem contribuido para o aumento da procura de portáteis e tablets; mas após todo este tempo, é inegável que o iPad ainda personifica o "tablet" tal como era idealizado - e que as suas evoluções ao longo dos anos, com ecrãs de 120Hz, LIDAR e tudo o mais, demonstram que se vai tornando numa ferramente poderosa para todo o tipo de funções... ao ponto de até ser responsável por fazer a Apple repensar o caminho dos seu Macs.

Há uns anos a Apple viu-se perante uma encruzilhada. Com o iPadOS a divergir do iOS, e os utilizadores a pedirem mais capacidades e funcionalidades no iPad, havia a possibilidade de aproximar o iPadOS no macOS, ou de fazer com que fosse o macOS a aproximar-se do iPadOS. A transição dos Macs para chips ARM da própria Apple tratou do assunto, efectivamente fazendo com que deixe de haver qualquer diferença "prática" entre um Mac e um iPad, não havendo qualquer impeditivo técnico para que a Apple não lançasse um iPad com chip M1 (devidamente afinado para os consumos possíveis da bateria do iPad) com macOS, ou um iPadOS com capacidades idênticas. De certa forma, pode dizer-se que o iPad está a moldar o caminho para o futuro dos computadores, e arrisco-me a deixar no ar a questão se, daqui por mais 11 anos, não acabará por ser irrelevante falar-se de "macs" ou "iPads", sendo apenas diferentes formatos de um mesmo sistema abrangente.

Fica o apontamento marcado na calendário, veremos como as coisas estão em 2030! :)

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