2016/12/15

Análise BQ Aquaris U Plus

A BQ é uma empresa que não se tem deixado intimidar com a ofensiva das marcas low-cost chinesas e que continua a investir e apostar em novos produtos, assim como diversificar a sua área de actuação (como acontece nas impressoras 3D). Mas hoje, o Luis Costa vai falar-nos do Aquaris U Plus.


A espanhola BQ é uma marca que dispensa apresentações. A sua chegada ao mercado nacional já tem uns anos, altura em que esta empresa apostava no mercado dos tablets. A passagem para os smartphones foi algo que chegou com naturalidade, tendo a BQ procurado investir na gama média e de entrada.

É conhecida a sua apetência por explorar novos mercados, tendo o Ubuntu, o Android One e o quase defunto Cyanogen, recebido a sua atenção. Esta dispersão terá por certo vantagens, mas pode de alguma forma ter contribuído para que a BQ se tenha afastado um pouco das linhas que marcaram os seus primeiros tempos de mercado.

O Aquaris U Plus


Com a série Aquaris U a BQ acaba por regressar às origens, apostando na gama média baixa e de entrada como já há algum tempo não o fazia. São 3 smartphones que revelam um cuidado especial na sua concepção, procurando adaptar-se ao segmento onde se enquadram.


Os três modelos partilham algumas características, o que por certo terá facilitado a sua logística. O destaque vai naturalmente para o Aquaris U Plus, o modelo mais bem apetrechado da série.

O ecrã HD de 5" é comum aos três smartphones, assim como a bateria de 3080mAh. O U Plus tem um processador Snapdragon 430 com GPU Adreno 505, 2/3GB de RAM e 16/32GB para armazenamento (3/32 na versão testada, com 24,3GB disponíveis para o utilizador), e câmaras de 16MP/5MP. O corpo é em alumínio, de onde se destaca o sensor de impressão digital na traseira.

É um Dual-SIM que pesa 142g e mede 70,5x144x7,8mm.


A caixa, apesar de simples, é bastante simpática, centrando a atenção no cliente.


O smartphone vem alojado numa posição que é suportada pela caixa com acessórios. Uma nota para a ausência de carregador e auriculares, e para a presença de um capa.


A capa é um silicone rígido, bastante simples, mas serve para proteger o smartphone. Não é uma opção para quem aposta no design, mas seguramente que eficiente para quem procura protecção contra quedas.


 O smartphone vem protegido com películas que além de informativas, são mais uma vez simpáticas. Coluna e câmara em cima, botões capacitivos em baixo, mais uma vez fora do ecrã, algo que parece ser ao gosto do público espanhol. Eles lá hão-de saber porquê. Na traseira, câmara, flash, sensor de impressão e coluna de som, em baixo.



Em termos de design temos um corpo metálico bastante simples, com uma curvatura na parte traseira para melhor se encaixar na mão. Do lado esquerdo, botões de volume e power, do esquerda o slot para os cartões. Em baixo apenas um microfone, em cima outro, mais a saída de som 3,5mm e uma porta microUSB.

Esta posição da porta é algo estranha, pois a norma é que a mesma se encontre na base. Se tiverem acessórios para utilizar com o smartphone, poderão ter aqui um problema.


A câmara



A interface é simples, mas está bem conseguida, sendo de fácil utilização. Em cima (neste caso à esquerda) 4 modos de utilização: panorama, câmara, vídeo e movimento (time-lapse). Em baixo, um conjunto de ícones que variam consoante o modo utilização escolhido. Destaque para os 11 filtros que oferecem previsão do efeito em tempo real. Quem também merece uma referência, é o tempo de focagem, bastante rápido para este segmento de preço.


A câmara frontal é para selfies. Cumpre, não mais que isso. Os 16MP da câmara traseira acabam por saber a pouco. As cores são fortes e vivas, mas falta detalhe às imagens, pois ao fazer-se zoom rapidamente ficamos com perda de definição da imagem.Tendo em conta o segmento de mercado em que se insere, o resultado final é aceitável.



Em utilização


Uma das vantagens da utilização de ecrãs de 5" é a possibilidade de ter um corpo mais estreito do que  o apresentado pelas 5,5". A BQ soube tirar partido das dimensões do ecrã, apresentando um corpo em metal com curvatura nas laterais, o que permite bom toque. Há contudo um aspecto menos bem conseguido, devido à altura que os botões de volume e power apresentam. Estes, estão demasiado salientes, o que causa desconforto ao segurar o smartphone na mão. A capa de silicone acaba por resolver este problema, havendo assim mais uma razão para a utilizarem.




O Snapdragon 430 que equipa este Aquaris U Plus foi uma agradável surpresa. Tenho em casa equipamentos com os irmãos mais velhos, Snapdragon 400 e 410, e o comportamento deste 430 é muito superior. Naturalmente que o GPU e os 3GB de RAM são uma preciosa ajuda, mas há de facto uma grande diferença na prestação dos terminais. Destaque ainda para a velocidade do armazenamento, bem acima da média para este segmento de preço.

Apesar de fluído, não esperem o comportamento de um topo de gama, o segmento é outro, pelo que o smartphone faz uma coisa bem, de cada vez. Jogar Clash Royal por exemplo, não levantou qualquer problema, mesmo nas alturas em que havia mais forças em simultâneo no ecrã.

O Android é praticamente aquele que a Google disponibiliza, sem grande modificações. A nível de interface, não há diferenças para o que os Nexus apresentavam (com os Pixels a história já é diferente, pelo menos, por agora). Esta é uma opção que naturalmente se saúda, se está bem, não há que inventar.


Apreciação final



Este Aquaris U Plus não engana, é talvez o mais bem conseguido equipamento da BQ nos últimos anos. Apresenta um hardware equilibrado, algo que já vem sendo habitual na marca espanhola e um corpo em metal que representa um upgrade face ao policarbonato.

Saúda-se também a inclusão de um sensor de impressão digital. Por norma, os equipamentos neste segmento de preço não apresentam este sensor, e quando o fazem, o tem um desempenho medíocre, pelo que mais valia não o incorporarem no terminal. No caso deste Aquaris U Plus, temos um sensor com muito bom desempenho, o qual não é ultra rápido, mas não registou qualquer falha na detecção da impressão, reagindo sempre ao primeiro toque. As funcionalidades para a sua exploração são limitadas, mas podem ser expandidas através de uma aplicação criada para o efeito.



Em termos de desempenho, é um terminal competente, capaz de responder com facilidade à grande maioria das solicitações, chegando ainda com bateria ao fim do dia.

O Aquaris U Plus tem um PVP de 209,90€ e tem actualização garantida para Android 7 Nougat anunciada "para breve".



Aquaris U Plus
Quente

Prós
  • Desempenho global
  • Sensor de impressão digital
  • Android com poucas alterações e com actualização garantida para Nougat


Contras
  • Botões de volume e power demasiado salientes
  • Câmara traseira apenas "suficiente"
  • Posição da ligação microUSB

Por: Luis Costa

4 comentários:

  1. Infelizmente é uma marca, se é que se pode chamar marca a produtos que nem são fabricados por eles. São mais tipo linhas brancas chinesas. Lembro bem do fiasco que está marca deixou bem implementado nos seus topos de gama de à um ano atrás, telefones de 310€ que nem uma actualização tiveram, depois de um ano andarem sempre a prometer. Depois foram os tablets de 330€ que levaram com a mesma história. Conclusão, é uma empresa sem palavra, e isso não é aceitável nos dias de hoje. Deveriam ser banidos do mercado, para não voltarem a enganar ninguém. Lixo tecnológico, por isso o nome da dita marca: BQ, que na realidade quer dizer Baixa Qualidade.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Por acaso tenho um BQ Aquaris E4 e estou muito satisfeito com a marca. Tive algumas actualizações, cheguei a enviar o equipamento para a garantia e não tive absolutamente problema nenhum veio impecável, e o melhor é que o equipamento custou 130€ e valeu bem o dinheiro. Agora só sofro do problema da bateria durar pouco, mas agora quem não sofre disto.

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  4. Tudo muito bonito se não houver avarias o seu serviço pós venda / garantia/ reparações é do pior. Não recomendo.

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