2018/07/04

Notícias do dia

Wikipedia Itália bloqueia acesso a todas as páginas em protesto contra Artigos 11 e 13; Sony coloca filme completo no YouTube em vez de trailer; OnePlus 5 e 5T ganham Project Treble oficial no último OxygenOS beta; malware espia clipboard para trocar endereços de criptomoedas; Dark Pattern Design está a manipular pessoas na web; e a AT&T já começou a aumentar preços - depois de garantir que não o faria.

Antes de passarmos às notícias do dia, já arrancou o novo passatempo gadget da semana, que desta vez está a oferecer uma fita LED RGB ideal para aplicar na traseira de um monitor para criar um ambiente luminoso mais agradável.

Google desvaloriza relatos de "acesso indevido" ao Gmail



Uma notícia do New York Times tem feito circular a ideia de que há developers que podem ler todos os emails dos utilizadores no Gmail, tentando aproximar o caso do escândalo Cambridge Analytica; mas que peca logo de início por dizer que este é um "segredo sujo" das empresas tecnológicas, quando de facto... não o é.

O que se passa é que os utilizadores (ou empresas) que utilizam o Gmail têm a possibilidade de instalar serviços adicionais, de terceiros, que tenham acesso ao Gmail - isso é algo que poderão fazer por sua iniciativa e que é acompanhado por alertas bem elucidativos quanto ao tipo de acesso que cada serviço poderá ter: e que pode chegar mesmo a ser o de acesso total dos emails (algo que não se será assim tão descabido, se estamos a falar de serviços que se vão integrar com o Gmail). Isto é algo bem diferente do caso Cambridge Analytica, onde ao se preencher um inquérito ou fazer um jogo em que se pensava estar a partilhar (quando muito) os nossos dados, afinal se estava a dar acesso a dados de toda a nossa rede de amigos, sem que isso fosse explícito.

A Google revela também que o próprio acesso ao Gmail por estes serviços de terceiros está sujeito a um conjunto de pré-requisitos, que reduzem a possibilidade de que "qualquer pessoa" possa criar um add-on com fins maliciosos... Mas ultimamente, está nas mãos de cada utilizador decidir o que quer fazer com os seus emails.


Honor 10 GT estreia 8GB de RAM na Huawei



Depois de alguns outros fabricantes (como a OnePlus), é agora a vez de também a Huawei trazer para o mercado o seu primeiro smartphone com 8GB de RAM, o Honor 10 GT. Uma característica que estava ausente até do ultra dispendioso Mate Porsche com 512GB de RAM.

O Honor 10 GT tem ecrã de 5.8" (2280 x 1080) com recorte no topo, mantendo um botão frontal com sensor de impressões digitais (ao estilo do que acontece no P20 Pro), usa um Kirin 970, tem câmara dupla de 16MP+24MP e frontal de 24MP, bateria de 3400mAh, USB-C, e ficha para headphones de 3.5mm. O preço ainda não foi anunciado, mas o anterior Honor 10 custava cerca de 340 euros na China, pelo que este irá seguramente para um valor superior.


Vulnerabilidade RAMpage afecta todos os Androids desde 2012



Há uma nova variante do Rowhammer chamada RAMpage que volta a tirar partido de ciclos de  leitura e escrita a alta-velocidade para poderem modificar bits em células adjacentes nos chips de memória. É um ataque que poderá ser descrito como sendo parecido com o passar de um íman na parte de fora de uma porta, mas afectado a fechadura que está no lado de dentro.

Neste caso, este ataque tira partido do sistema de gestão de memória ION no Android, que está a ser utilizado desde o Android 4.0 "Ice Cream Sandwich de 2012, e pode dar acesso total a uma app maliciosa. Mas tal como aconteceu com o Rowhammer, o RAMpage poderá ser aplicado contra outros dispositivos, pelo que também poderá afectar PCs, Macs, etc. assim que estes investigadores (ou entidades maliciosas) perderem um pouco mais de tempo a adaptá-lo o cada sistema..


Yelp ganha nos tribunais e evita responsabilização por reviews negativas



O Yelp, site onde os utentes podem deixar avaliações de restaurantes e outros estabelecimentos, viu revogada a decisão anterior de um Tribunal, que responsabilizava a plataformas pelas avaliações deixadas pelos seus utilizadores, exigindo a remoção de publicações quando o Yelp nem sequer tinha sido chamado para o caso em questão.

A nova decisão, pelo Supremo da Califórnia, volta a afirmar que as plataformas / sites não podem ser responsabilizados pelos conteúdos lá colocados pelos seus utilizadores, nem tão pouco forçados a remover conteúdos sem que haja realmente motivos legais para isso - de resto, garantindo o direito à livre expressão dos utilizadores (embora estes continuem a poder ser processados por aquilo que dizem, no caso de deixarem avaliações fraudulentas, como por vezes acontece).


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