2018/10/30

Google lança reCAPTCHA v3 para identificar bots sem chatear humanos


Depois de ter reduzido o incómodo de provar ser uma pessoa real à marcação de um visto numa caixa, a nova versão do reCAPTCHA da Google dispensa por completo esse elemento, e no processo dando mais versatilidade para os sites ajustarem o que consideram ser pessoas verdadeiras ou scripts automatizados.

Os CAPTCHAS são os sistemas utilizados com o objectivo de comprovar que um utilizador é realmente uma pessoa, para evitar abusos por parte de sistemas automatizados, e que tradicionalmente adoptam o formato de apresentar letras ou números distorcidos que o utilizador tem que identificar. Infelizmente, com o avanço dos sistemas de reconhecimento de imagem, esse teste foi-se tornando cada vez mais "abstracto", ao ponto de nalguns casos nem sequer um utilizador humano conseguir identificar as imagens à primeira.

O reCAPTCHA da Google começou por ser um projecto interessante que utilizava este propósito com a funcionalidade adicional de ajudar a identificar palavras no projecto de digitalização de livros da Google (e posteriormente números de portas do Google Streetview), e posteriormente evoluiu para um ponto onde a verificação se tornou bem mais simples para os humanos, bastando marcar uma simples caixa. Todo o processo para avaliar se um utilizador era humano era feito "nos bastidores", analisando o movimento do ponteiro do rato, do scroll, a velocidade de interacção, etc. E para o novo reCAPTACHA v3, isso é levado ainda mais longe.

O reCAPTCHA v3 dispensa por completo qualquer pedido expresso aos utilizadores, baseando-se na análise do comportamento do utilizador ao longo de todo o processo a verificar, e não apenas no login. No caso de uma loja online, o sistema pode analisar e avaliar a probabilidade de se tratar de um utilizador humano ao longo da página do login, da pesquisa de produto, da página de produto, do processo de checkout, etc. Dessa forma, os sites ganham também a capacidade acrescida de ajustarem o "nível" de detecção que pretendem utilizar, em função do tipo de utilizadores e do grau de risco da utilização de bots.

Tudo isto para concluir que, para os utilizadores humanos, deixará de ser necessário decifrar letras ou números abstractos, ou sequer marcar uma caixa a comprovar a nossa humanidade: bastará utilizar a internet normalmente.


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