2018/09/05

Notícias do dia

A Google removeu o Rootless Launcher da Play Store; um divertido exemplo dos riscos das casas inteligentes; a Samsung vai antecipar apresentação do smartphone com ecrã dobrável para Novembro para se adiantar à Huawei; vimos um mini aspirador robot a €18.99; o OnePlus 6T reduz notch e ganha impressões digitais no ecrã; e a Huawei foi apanhada a fazer batota nos benchmarks.

Antes de passarmos às notícias de hoje, já temos livro FCA seleccionado para o passatempo desta semana. Por isso, não deixem de participar e habilitarem-se a receber um dos exemplares do livro "Segurança no Software" da FCA que teremos para oferecer.

Wikimedia alerta para perigos dos artigos 11 e 13 da reforma do copyright na Europa



Os Europeus têm conseguido adiar os pontos mais polémicos da reforma dos direitos de autor, mas na próxima semana o futuro da internet volta a estar em risco, com nova votação que volta a por em cima da mesa o artigo 11, que pretende taxar a utilização de pequenos excertos associados aos links (a "taxa dos links") e o artigo 13, que irá responsabilizar os sites pelos conteúdos que forem enviados pelos utilizadores, obrigando à implementação de filtros em todos os uploads, o que equivale a uma censura sem precedentes (até o Conselho de Direitos Humanos das NU avisou que este mecanismo era inaceitável e equivalente a censura prévia).

Embora seja pouco provável que se consiga fazer mudar de ideias os nossos "representantes", não custa perder alguns minutos a relembrar-lhes que ainda há quem se preocupe com estas coisas e esteja disposto a lutar contra medidas abusivas como estas, que irão moldar o futuro da internet.

Reforma dos direitos de autor, sim; perseguir quem fizer uso ilegal, sim; tratar todos os cidadãos como pré-criminosos, não.


Apple não deverá usar Touch ID no ecrã dos próximos iPhones


Numa altura em que vão aumentado os smartphones Android que recorrem a esta tecnologia como forma de lidar com a falta de espaço para um sensor na frente do smartphone, o analista Ming-Chi Kuo vem dizer que a Apple não deverá adoptar sensores de impressões digitais no ecrã nos iPhones de 2019.

Isto porque a reacção ao sistema Face ID tem sido positiva, enquanto que nas primeiras gerações de sensores integrados no ecrã os utilizadores referem que é mais lenta e demorada que os sensores tradicionais - algo que seguramente irá melhorar ao longo do tempo, mas que não justifica que a Apple "dê um passo para trás".


iOS 11 chega aos 85%



Contrastando com o que se passa no Android, onde a versão lançada o ano passado ainda nem sequer chega a 15% dos equipamentos, o iOS 11 está em 85% dos iPhones e iPads - e isto tendo em conta que é uma versão que tem tido uma adopção mais lenta que o iOS 10, provavelmente por conta de alguns dos muitos bugs que tem enfrentado e que levaram a que a Apple reconhecesse ter que fazer alguma coisa: sob a forma de um iOS 12 que se tem focado no desempenho e estabilidade (e cujo lançamento oficial está para breve).

Tendo em conta as melhorias que se têm visto nas versões beta, nomeadamente a nível de melhorar o desempenho em iPhones mais antigos, será de esperar que o iOS 12 se venha a tornar num "bom" iOS e com adopção mais rápida e generalizada.


Melhorias do GPU Turbo da Huawei são mais modestas que o anunciado



Como se não bastassem ter sido apanhados a fazer batota nos benchmarks, a Huawei enfrenta também bastante cepticismo quanto às melhorias prometidas pelo seu sistema GPU Turbo. Para além do facto da empresa manter bastante secretismo quando ao que estaria a ser feito para conseguir um "desempenho 60% melhor e consumo 30% mais reduzido", esta actualização coincidiu com o fim do desbloqueio do bootloader, impedindo análises mais profundas.

Suspeitas à parte, o que interessa é que nos testes que têm sido feitos por fontes independentes, os resultados estão bastante longe do prometido - sendo também censurável que a equipa de marketing da Huawei tenha apresentado aqueles valores comparando um CPU mais recente com outro de geração anterior que não se destacava pelo seu desempenho gráfico. Ou seja, está a promover uma melhoria de uma actualização de software, comparando um CPU novo com um velho...

Uma vez mais, era algo perfeitamente dispensável, e teria sido muito mais ético dizer que as melhorias eram de 10%, com determinada redução de consumo, para o mesmo CPU e para o mesmo jogo. É que o sistema utilizado, de utilização de inteligência artificial para detectar e ajustar os padrões de utilização do CPU/GPU até é bastante interessante, e haveria muito por explorar. Mas assim, arriscam-se a que isso fique completamente submergido sob as acusações de promessas enganadoras...


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