Bem vindos ao dia 0 de uma nova era.
O acontecimento mais esperado do ano está a chegar: a apresentação de um "aparelho revolucionário" da
Apple, que todos esperam ser
o Tablet que pela primeira vez conseguirá concretizar aquilo que até hoje muitos têm tentado... sem sucesso.
(A acreditar nas afirmações do CEO da McGraw Hill ontem, a surpresa será mesmo o Tablet que todos estamos à espera.)
Mas... vamos por partes.
Em primeiro lugar, é de louvar que a Apple, nesta época em que toda a gente anda com um telemóvel capaz de tirar fotografias e gravar vídeo, tenha conseguido uma vez mais manter este seu aparelho em absoluto segredo durante todos os meses/anos que durou o seu desenvolvimento.Considerando os milhares de pessoas, que de uma maneira ou de outra estarão envolvidas no seu desenvolvimento e produção... não deixa de ser digno de registo.
A táctica de usar rumores para ir criando a antecipação volta a funcionar em pleno, e este evento é um dos mais aguardados de sempre - e com a agravante de que, perante tal expectativa, Steve Jobs não se pode dar ao luxo de desiludir os seus potenciais clientes. Pelo contrário, toda a gente espera sair "maravilhado" desta apresentação do iTablet, ou iPad, ou iSlate, ou iBook... ou qualquer outro nome que a partir de hoje passará a estar bem presente na memória de toda a gente (quer por ser absolutamente fantástico, quer por se revelar um
flop. :)
O que este iTablet pode significar?
Não deixa de ser curioso que Steve Jobs esteja agora prestes a conseguir concretizar aquilo que Bill Gates tentou fazer e falhou há uma década.
O conceito do "livro digital" ou Tablet, um ecrã interactivo fácil de usar que se tornaria numa janela para um mundo virtual infinito não é novo. No entanto, a tecnologia necessária para possibilitar o seu fabrico talvez só agora esteja a chegar ao ponto em que tornará possível. Os tablets sempre foram produtos "de nicho" e que, graças ao seu custo elevado, raramente se tornavam apetecíveis para um uso doméstico.
A Apple poderá mudar tudo isso com este iTablet. Que para além de um hardware e design atractivo,
terá no seu interface e software o seu verdadeiro trunfo.
Esqueçam o Magalhães; esqueçam o teclado e o rato. Eu próprio dou comigo a utilizar o iPhone deitado no sofá, para fazer um pouco de "tudo", mesmo sabendo que tenho um computador na mesa a poucos metros de distância. A única coisa que dou comigo a pensar é, o pequeno ecrã que tanto útil é quando o levamos no bolso para qualquer lado, nestas circunstâncias é o seu maior defeito: como seria bom se o iPhone tivesse um ecrã maior...
O iTablet irá resolver isso - e mais - pois espero que Steve Jobs nos tenha reservado algumas surpresas e que não apresente simplesmente "um iPhone em ponto grande."
Será também uma nova era para todos os editores de livros e revistas que actualmente têm sido empurrados para a obsolescência, e cujos prometidos eBooks readers pouco ou nada têm feito para o evitar (ou pelo menos, não têm conseguido inverter essa tendência com a velocidade que seria desejada.)
Um iTablet que permita conteúdos interactivos e dinâmicos poderá dar origem a novos estilos de revistas digitais que poderão novamente cativar toda uma nova geração sem paciência para as revistas em papel.
Revistas que são actualizadas automaticamente com os últimos artigos; e que... a um preço atractivo... terão um mercado de muitos milhões de leitores ao seu alcance (e sem custos de impressão nem de distribuição.)
Portanto... não seria mesmo de estranhar que
Steve Jobs ande a dizer que este Tablet será "
o produto mais importante que alguma vez terá feito" - já que as eventuais implicações deste dispositivo poderão afectar toda a sociedade e toda a forma como actualmente interagimos com livros, revistas e computadores.
O Amanhã
Já se sabe que, tal como aconteceu com o iPhone, rapidamente se criarão dois grupos distintos de pessoas: os que acham este Tablet fantástico; e todos os outros que irão encontrar defeitos em todo e qualquer pormenor do dispositivo. Que não tem teclado, que é caro, que a bateria dura pouco, etc. etc... São coisas que servirão para "atacar" este novo brinquedo.
Mas sejam qual for os motivos, os prós, os contras; tudo se resume a:
Não quero estar a fazer futurologia quanto aos preços mas... considerando que um Kindle DX com ecrã de 9.7" custa quase $500 USD... (e que não tem 10% da versatilidade que um Tablet da Apple terá) não me parece que se possa considerar exagerado qualquer preço 40 ou 50% superior. (Mas teremos que esperar para ver - pode ser que haja boas surpresas nesse campo! :)
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