2022/07/27

Notícias do dia

Google Pixel 6a desbloqueia com impressões digitais desconhecidas; analisamos o Xiaomi 12 e o Huawei Watch GT Runner; Spotify abandona Car Thing poucos meses após o lançamento; e próximas actualizações do Windows podem afectar impressoras e scanners.

Antes de passarmos às notícias, já temos novo passatempo semanal, que desta vez te pode valer um módulo de tomada BlitzWolf BW-SHP10.

Revelado documento de respostas do TikTok a perguntas difíceis

Foi divulgado um documento interno do TikTok que serve de guia para todas as comunicações do serviço quando confrontado com perguntas difíceis, e onde são descritos os pontos principais que devem ser "vendidos" à comunicação social e ao público.

Alguns dos pontos críticos passam pelo distanciamento da associação com a China (a ByteDance é uma empresa chinesa), dando como resposta que o "TikTok nem sequer está disponível na China" (existe outra versão para o mercado chinês), desvalorizar qualquer referência a Inteligência Artificial, e realçar que o serviço só está acessível para utilizadores com mais de 13 anos (apesar de ser um sucesso até entre utilizadores mais novos).

Este tipo de documentos e regras não são novos, e na verdade são usados praticamente por todas as grandes empresas, especialmente quando têm que enfrentar alguma polémica ou perguntas frequentes - ao estilo das campanhas políticas onde também vemos repetido chavões até à exaustão, na tentativa de que recalcar a sua mensagem na mente das pessoas.


Google Chat com secção de emojis frequentes

A Google está a adicionar uma prática secção que facilita a utilização dos emojis utilizados com mais frequência no Google Chat, evitando a necessidade de pesquisar por eles uma e outra vez.

A funcionalidade perca por ser tardia e, pior ainda, chegar numa altura em que são os próprios utilizadores a já se terem esquecido de utilizar qualquer serviço de mensagens da Google. Não há grande piada em ter facilidade para escrever emojis, se não houver por lá ninguém com quem os utilizar.


Google também dá acesso a gravações das câmaras Nest sem passar pelos tribunais

Depois de se ter descoberto que a Amazon dá acesso às gravações dos clientes sem exigir ordem dos tribunais, fica-se a saber que também a Google faz o mesmo com as gravações das câmaras Nest.

Servindo para relembrar a importância de se saber onde é que ficam guardados os dados, e também quem é que lhes pode aceder e de que forma, temos o caso de também a Google admitir que pode fornecer as gravações das câmaras Nest dos clientes às autoridades, novamente usando a clásula de ser um pedido de "emergência" que seja feito "de boa fé". Como sempre, as complicações surgem quando se entra na parte cinzenta do que é que pode ser considerado uma "emergência" e "boa fé", e que seria o tipo de dúvida para a qual existem precisamente os tribunais e juízes para determinar se um pedido é válido ou não.

JusTalk expôs mensagens de utilizadores em plaintext

Retomando o tema acima, se procurarem uma alternativa aos serviços de mensagens da Google, tenham o cuidado de não optar pelo JusTalk.

Apesar de assegurar que utiliza encriptação end-to-end, que deveria garantir total privacidade das mensagens, ficou visivelmente demonstrado que não era o caso. Uma suposta base de dados para "diagnósticos" deixou centenas de gigabytes de mensagens em plaintext num servidor chinês, expostas ao mundo durante meses.

O simples facto da base de dados revelar os números de telefone dos participantes permitiu fazer coisas curiosas, como revelar mensagens entre um pároco e uma trabalhadora sexual (com número telefone publicamente acessível) - entre muitas outras coisas que se poderão extrair de toda aquela informação. Informação essa que também inclui mensagens de crianças, do serviço JusTalk Kids.


Curtas do dia


Resumo da madrugada



Curiosidade do dia: O Windows 95 podia demorar três minutos, ou mais, a arrancar num PC da altura (com CPU Intel 486). Algo que põe em perspectiva a falta de paciência para que um computador moderno arranque em segundos.

Sem comentários:

Enviar um comentário (problemas a comentar?)