2016/11/14

Notícias do dia

Hoje temos a maior super-Lua desde 1948; a popular loja Redcoon encerrou em Portugal; o mistério da Beagle 2 poderá ter sido desvendado à custa de alguns pixeis; o Facebook matou (e ressuscitou) todos os utilizadores; vimos como fazer um interruptor controlado via WiFi por apenas $20; e ainda porque motivo os smartphones são mais lentos que um portátil? Isto entre muitas mais coisas que poderás rever na secção final do resumo do fim-de-semana.

Antes de passarmos às notícias do dia, não te esqueças da última pergunta que te poderá valer o smartwatch NO.1 G6 que temos para te oferecer esta semana.

China já ameaça com retaliações contra medidas prometidas por Trump


Uma das medidas prometidas por Trump era aplicar uma taxa de 45% sobre todos produtos importados da China, mas a China já vai dizendo que retaliaria em proporção idêntica, cortando desde logo encomendas feitas à Boeing (a Airbus agradecia) e também na importação de cereais. E sem dúvida que produtos como os iPhones, produzidos na China, também ficariam numa posição bastante delicada e pondo em risco mais alguns "biliões" da economia mundial.

Muitos analistas dizem que Trump terá obrigatoriamente que moderar o seu discurso e muitas das promessas feitas durante a campanha... pois agora fica numa posição em que será directamente responsabilizado pelas consequências das suas medidas; mas... teremos que aguardar para ver.


Acer investe no IMAX VR Content Fund



A Acer quer garantir desde já o seu lugar numa posição dominante para a era VR que se aproxima, e para além do investimento nos óculos VR de luxo StarVR que serão utilizados nos centros IMAX VR, vai também apostar na criação de conteúdos VR que permitam tirar o máximo partido destes sistemas.

Essa aposta será feita com o investimento de 10 milhões de dólares no IMAX VR Content Fund; e agora restará apenas aguardar pelos resultados. (E também que estes óculos VR "de luxo" possam, daqui por um par de anos, ter preços que os deixem ao alcance de todos, e assim facilitando o acesso a esta tecnologia sem se ter que sair de casa - sendo essa, afinal, a grande vantagem da tecnologia VR, deixar-nos estar em qualquer local independente de onde se esteja fisicamente.)


Samsung lança campanha de retomas para compra dos Galaxy S7



Com o cancelamento do Galaxy Note 7 a ficar para trás, a Samsung vai lentamente regressando à normalidade e a reforçar a aposta nos Galaxy S7 e S7 Edge. Nesse sentido avança com uma campanha de retomas que garante o valor de 100 euros na entrega de qualquer smartphone, mas que poderá chegar a 400 euros no caso de smartphones mais recentes.

Pelos poucos testes que pude fazer com alguns modelos, os valores parecem-me ficar abaixo do valor que se poderia obter da sua venda no mercado de usados; mas como nem toda a gente poderá querer arriscar nisso, fica a informação.

(Ter também em conta que o Galaxy S7 e S7 Edge também já podem ser encontrados nalgumas lojas por valores de 500 e 600 euros respectivamente.)


Tesla vai construir uma giga-fábrica na Europa



Não será fácil para a Tesla atingir um volume de produção que permita satisfazer todas as encomendas já feitas para o seu futuro Model 3, mas Elon Musk já confirmou que também na Europa se irá ter uma giga-fábrica para a produção de baterias e automóveis.

A localização da fábrica só será anunciada no próximo ano... mas até lá podemos ir sonhando com a possibilidade da mesma ficar localizada em Portugal, tirando partido da nossa localização como excelente "porta de entrada" para a Europa.


Curtas do dia



Resumo da madrugada





16 comentários:

  1. Muito bom!

    Enquanto aqui na UE, não aplicamos taxas nenhumas à importação da China, porque não se sabe o porquê, e as lojas chinesas não pagam IVA, não prestam garantia, nada, estão acima da lei, porque os donos são chineses, só por isso, enquanto as outras têm é mais impostos!

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    1. lojas chinesas não pagam IVA - sim liquidam
      não prestam garantia - sim prestam
      estão acima da lei - não não estão

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    2. É porque pagam! Não há factura, não há garantias, não há inspecções! Enfim...

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  2. As importações da China (como país terceiro) pagam direitos aduaneiros - exceto as de muito baixo valor (€45 e não são todos os produtos) ou que escaparam na "lotaria" da alfândega que não vê todas.
    A importação de um produto tipicamente paga:
    Valor igual ao IVA (sobre o valor total da factura incluindo transporte) + Direitos aduaneiros + Taxas alfandegárias.

    Os 45% de que falou Tramp são impossíveis. Quando se fizer a diferença entre o que Tramp disse (mentiu) para ganhar votos e o que fará vai haver surpresas.

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    1. A China tem isenção de taxas aduaneiras em toda a UE.

      O IVA é pago pelo consumidor no acto de compra, é outra história.

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    2. Posso comprovar pessoalmente e repetidamente que não tem isenção.
      Aliás, temos o recente caso da Mi Band 2 da Xiaomi, que mesmo custando 20 euros +/- pagou taxas alfandegárias (felizmente a loja em questão honrou o "seguro de alfandega" e pagou o valor cobrado.)

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    3. Rui
      Quem paga é quem importa, seja na Europa ou nos EUA ou na China.
      Trump e a sua taxa de 45% o que alega é que assim sobem os preços dos produtos importados (não é que a China a irá pagar) o que incentivará à produção, por exemplo do iPhone, nos EUA. Claro que a China retaliaria e proibiria a venda de produtos da Apple e outros. Tramp quer tomar medidas contra a globalização mas é um puzzle demasiado complexo. É muito duvidoso que um agravamento das taxas de importação (ainda que menor) traga benefícios (entre ganhos e perdas) para os EUA.

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    4. @Carlos isso depende de muitos factores, mas garanto-te que a China tem um acordo com a UE que não há taxas a pagar para os dois lados... obviamente saímos a perder, porque importamos mais da China que a China importa de nós.

      @Aires sim, eu sei. As taxas de importação são uma excelente ferramenta indispensável para um país que valoriza o trabalho. Por exemplo, Portugal não tem minas de Ferro, que é necessário para produzir Aço que é necesário na construção civil, carros, etc. faz sentido não colocar taxas na importação de Ferro para ajudar a economia nacional. Agora faz sentido colocar taxas aduaneiras à importação de automóveis, porque é uma coisa que podemos produzir em Portugal, e empregar pessoas, contudo, estamos na UE, e vamos continuar a importar carros feitos na Alemanha, Roménia e outros, porque não temos controlo sobre fronteiras, e Portugal não tem marcas de carros, nem a mão-de-obra mais barata na UE.

      Os EUA podem produzir os telemóveis que compram nas lojas, não produzem porque o governo é corrupto.

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    5. Rui
      Não existe acordo entre a China e a UE em que "não há taxas a pagar para os dois lados."

      A China é um país terceiro para a União Europeia como qualquer outro contratantes do Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio (GATT) e membro da Organização Mundial do Comércio (OMC/WTO) - os direitos aduaneiros aplicados, na importação, às mercadorias originárias da China são iguais aos dos restantes países.
      Agora, na pauta aduaneira da UE há muitas isenções de direitos aduaneiros, mas valem para a China como para qualquer desses países.

      P.S. Os consumidores americanos querem telemóveis baratos. Para isso têm que ser fabricados na China. Para serem produzidos nos EUA pelo mesmo preço, tinham os americanos que se sujeitar aos mesmos salários e condições de trabalho - e não estão para isso. Isto nada tem a ver com a corrupção do governo - é a economia global, com vantagens e desvantagens. Mas vão-se intensificar as tendências protecionistas, para já nos EUA e no Reino Unido (aqui, se a Senhora Merkl deixar, mas não está para aí virada). Um país da UE, seja Portugal, tem pouca liberdade para mexer nos direitos aduaneiros fixados a nível da UE - e não é certo que se tivesse liberdade para mexer ganhasse muito com isso, porque ação provoca reação - e o que se ganha num lado (protegendo, como se fez em tempos, a indústria nacional têxtil) perde-se noutro (produtos que se podiam exportar ficarem barrados por direitos aduaneiros elevados). Ou não há protecionismo - e baixam (ou há isenção) das taxas aduaneiras (das que nos interessam e das que não interessam) ou há protecionismo e sobem as taxas aduaneiras (das que nos interessam e das que não nos interessam). Não me parece que o apregoado protecionismo de Trump seja solução (mas é quase certo que vai criar uma grande confusão).

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    6. Discordo contigo Aires, por uma simples razão: existem robots.

      Tipo o iPhone é uma coisa simples de se fabricar, tem-se uma board, simplesmente ligam-se os fios, apertam-se uns parafusos, uma coisa simples de se fabricar realmente, é mais difícil por um robot a coser uma camisa de 10€, que um iPhone de 1000€, acho eu que ninguém diz o contrário.

      Fabricar nos EUA, podia não dar muito emprego, mas também não mudaria o preço dos iPhone, se calhar, até ficavam mais baratos para a Apple.

      Agora, fabricar todos os smartphones vendidos nos EUA, nos EUA, era uma coisa diferente, e um grande desfalque para a China.

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    7. Não... tens muito trabalho manual no processo de montagem do iPhone. De outra forma a Apple não precisaria da Foxconn (empresa que "só" emprega 1.3 milhões de pessoas - obviamente que não só para produzir produtos para a Apple mas para muitas outras centenas de clientes) e montaria uma linha de montagem robotizada para não depender deles.

      Podes espreitar este artigo, que é de 2012 mas muitas das coisas mantêm-se actuais:
      http://theweek.com/articles/477892/what-takes-make-iphone-by-numbers

      "141
      Steps required to make an iPhone

      24
      Hours of labor it takes to manufacture the phone

      325
      Sets of hands it takes to make a single iPad

      5
      Days it takes to make a single iPad"

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    8. Tens porque a Hon Hai quer, porque isso dá-lhe poder negocial junto do Estado.

      Senão, eram feitos por robots.

      A Apple também quer "depender" da Foxconn, porque os iPhones ao serem montados na China faz com que as empresas fornecedoras de componentes sejam próximas da China, na China, ou dentro de acordos comerciais com a China. Não é por mais nada.

      Se os iPhones não fossem montados na China, a Apple seria banida na China pelo governo autocrático deles, assim como a Google foi banida.

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    9. Não te esqueças que já eram feitos na China anos antes de sequer serem vendidos oficialmente na China.

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    10. Pois, porque a Apple não tinha infraestrutura para tanto.

      Mas já há muito tempo que eram vendidos oficialmente.

      Provavelmente estás é a confundir serem vendidos pelas operadoras, com serem vendidos oficialmente.

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    11. Antes de serem vendidos pelas operadoras era mais frequente terem que comprar os iPhone comprados nos EUA e que eram reimportados para a China do que um oficial. :)

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    12. Não sei bem, mas como podes imaginar, não é assim que se faz negócio à dimensão de uma empresa como a Apple... ;)

      Se bem que os importadores paralelos mexem-se muito bem... lol

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